As invenções que marcaram os séculos XVII e XVIII foram aplicadas na construção de máquinas para a agricultura e para a indústria. Graças à aplicação das máquinas e de novas técnicas, a produção agrícola aumentou muito. Foi possível produzir alimentos em maior quantidade, o que levou a um aumento da população. A aplicação da máquina a vapor na indústria e nos transportes permitiu o desenvolvimento da Revolução Industrial. A mecanização da produção agrícola e industrial trouxe muitas transformações económicas, sociais e ambientais. A Inglaterra foi o primeiro país a passar por estas transformações.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Nos fins do século XVIII, com a aplicação das invenções técnicas à indústria e aos transportes, iniciou-se na INGLATERRA a Revolução Industrial.
A descoberta da força do vapor, posta ao serviço da fábrica, da navegação e dos transportes sobre carris, iria modificar o sistema de produção e, consequentemente, as condições de vida dos homens.
Podemos dividir a Revolução Industrial em três fases ou, como alguns historiadores actuais, falar de três Revoluções Industriais:
1ª: a da máquina a vapor e do carvão – nos fins do século XVII e primeira metade do século XIX
2ª: -a da electricidade e o motor de explosão- nos fins do século XIX e príncipios do século XX
3ª: a da energia nuclear- em curso nos nossos dias em alguns países.
A PRIORIDADE INGLESA Revolução agícola -mais matéria – prima -liberta mão –de-obra Os sectores de arranque da Revolução Industrial: -1750-1830- Indústria têxtil 1830-1840-Indústria metalúrgica
CONDIÇÕES:
- Condições Naturais:- existência de matérias-primas na Inglaterra- Carvão, ferro, pastagens, lã e existência de matérias-primas nas colónias :- algodão, etc.
-Condições geográficas:-Canais, rios, portos e estradas.
-Condições humanas:- Aumento demográfico mais mão-de-obra.
Condições políticas:-Parlamentarismo, regime liberal Condições sociais:- Nobreza activa e burguesia empreendedora.
Condições económicas:- Liberalismo económico, concorrência
Condições técnicas:- Aplicação de inventos técnicos (máquina a vapor, etc) na maquinofactura.
Alterações no regime de produção:
A produção manufafactura
------ A produção maquinofactura
Unidade de produção: a Oficina
------Unidade de produção: a Fábrica Produção em pequena escala
-----Produção em larga escala Predominância do trabalho manual
----Introdução da máquina Artífice (artista)
---Operário (proletário)
Aula de Revolução Industrial, Parte 1/2
Aula de Revolução Industrial, Parte 2/2 (SOCIALISMO)
Nos fins do século XVIII, com a aplicação das invenções técnicas à indústria e aos transportes, iniciou-se na INGLATERRA a Revolução Industrial.
A descoberta da força do vapor, posta ao serviço da fábrica, da navegação e dos transportes sobre carris, iria modificar o sistema de produção e, consequentemente, as condições de vida dos homens.
Podemos dividir a Revolução Industrial em três fases ou, como alguns historiadores actuais, falar de três Revoluções Industriais:
1ª: a da máquina a vapor e do carvão – nos fins do século XVII e primeira metade do século XIX
2ª: -a da electricidade e o motor de explosão- nos fins do século XIX e príncipios do século XX
3ª: a da energia nuclear- em curso nos nossos dias em alguns países.
A PRIORIDADE INGLESA Revolução agícola -mais matéria – prima -liberta mão –de-obra Os sectores de arranque da Revolução Industrial: -1750-1830- Indústria têxtil 1830-1840-Indústria metalúrgica
CONDIÇÕES:
- Condições Naturais:- existência de matérias-primas na Inglaterra- Carvão, ferro, pastagens, lã e existência de matérias-primas nas colónias :- algodão, etc.
-Condições geográficas:-Canais, rios, portos e estradas.
-Condições humanas:- Aumento demográfico mais mão-de-obra.
Condições políticas:-Parlamentarismo, regime liberal Condições sociais:- Nobreza activa e burguesia empreendedora.
Condições económicas:- Liberalismo económico, concorrência
Condições técnicas:- Aplicação de inventos técnicos (máquina a vapor, etc) na maquinofactura.
Alterações no regime de produção:
A produção manufafactura
------ A produção maquinofactura
Unidade de produção: a Oficina
------Unidade de produção: a Fábrica Produção em pequena escala
-----Produção em larga escala Predominância do trabalho manual
----Introdução da máquina Artífice (artista)
---Operário (proletário)
Aula de Revolução Industrial, Parte 1/2
Aula de Revolução Industrial, Parte 2/2 (SOCIALISMO)
MÁQUINA A VAPOR
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| A máquina a vapor de James Watt |
Esta máquina permitia transformar a energia armazenada no vapor quente em energia utilizável e preconizava a utilização intensiva desta fonte de energia na indústria, substituindo o aproveitamento da energia eólica e hídrica, dependente das condições meteorológicas e portanto imprevisível.
Esta substituição progressiva esteve na origem da Revolução Industrial, ao modificar profundamente os meios de transporte.
Na máquina de Savery, o vapor, proveniente de água aquecida até à ebulição numa caldeira, entrava numa câmara.
Esta câmara, depois de fechada a entrada de vapor, era arrefecida por aspersão com água fria, o que provocava a condensação do vapor no seu interior.
O vácuo criado desta forma era então aproveitado para puxar água da mina.
Várias modificações foram introduzidas, incluindo o acoplamento de um cilindro e de um êmbolo, por Newcomen, até que, em 1763, James Watt concluiu que o rendimento energético aumentaria significativamente se a condensação do vapor decorresse no exterior do cilindro, ou seja, se o aquecimento e o arrefecimento se fizessem em zonas distintas.
Em conjunto, estas inovações permitiram a aplicação da máquina a vapor à indústria e aos transportes, dando um grande contributo para a Revolução Industrial.
Foi somente no final do século XIX que Charles Algernon Parsons apresentou a turbina a vapor, que além de apresentar um melhor rendimento produzia diretamente um movimento rotativo, o que evitava o recurso a complicados sistemas de transmissão para transformar o movimento de vaivém do pistão em movimentos rotativos.
Embora a máquina a vapor tenha tido uma extensa utilização, já é praticamente impossível encontrar este tipo de mecanismo.
No entanto, a geração de eletricidade em centrais termoelétricas ou nucleares é feita recorrendo à produção de vapor, que depois circula numa turbina acoplada a um gerador.
BIOGRAFIA: JAMES WATT
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| JAMES WATT |
Aos 17 anos inicia os estudos de mecânica em Londres.
Planeja especializar-se na elaboração de instrumentos matemáticos, como compassos, esquadros e escalas. Em menos de um ano, com problemas de saúde, é obrigado a voltar para a Escócia. Em 1757 trabalha na Universidade de Glasgow, onde fabrica e conserta instrumentos de precisão utilizados nos laboratórios.
Dois anos depois, pesquisa o vapor como força motriz. Em 1763 recebe a máquina com motor a vapor de Thomas Newcomen para reparos. É o equipamento mais avançado da época, e ele começa a investigar suas deficiências.
Entre outras modificações, acopla um aparelho condensador de vapor à máquina de Newcomen, o que dá origem ao primeiro motor a vapor de uso universal.
Obtém a primeira patente do invento em 1769 e nos anos seguintes aperfeiçoa o protótipo. Associado ao industrial Matthew Boulton, constrói suas primeiras máquinas no início de 1770. Em 1784 desenha a locomotiva a vapor e utiliza pela primeira vez o termo cavalo-de-força (horse power). A unidade watt de potência deriva de seu nome. Morre em Heartfield Hall, perto de Birmingham, Reino Unido.
Dois anos depois, pesquisa o vapor como força motriz. Em 1763 recebe a máquina com motor a vapor de Thomas Newcomen para reparos. É o equipamento mais avançado da época, e ele começa a investigar suas deficiências.
Entre outras modificações, acopla um aparelho condensador de vapor à máquina de Newcomen, o que dá origem ao primeiro motor a vapor de uso universal.
Obtém a primeira patente do invento em 1769 e nos anos seguintes aperfeiçoa o protótipo. Associado ao industrial Matthew Boulton, constrói suas primeiras máquinas no início de 1770. Em 1784 desenha a locomotiva a vapor e utiliza pela primeira vez o termo cavalo-de-força (horse power). A unidade watt de potência deriva de seu nome. Morre em Heartfield Hall, perto de Birmingham, Reino Unido.
BIOGRAFIA: STEPHENSON
George Stephenson (1781 - 1848)
Engenheiro de ferrovias inglês nascido em Wylam, próximo a Newcastle, Northumberland, inventor da locomotiva a vapor e do traçado das primeiras estradas de ferro, revolucionando a história dos transportes e possibilitando a construção da infra-estrutura sobre a qual se fez a revolução industrial.
De origem humilde, filho de um mineiro que operava a bomba de vapor numa mina de carvão em Newcastle, começou a trabalhar ainda criança, estudava no turno noturno.
Praticamente autodidata e depois de passar por diversos empregos, seguiu para trabalhar como artífice nas minas de Killingworth, onde a habilidade para lidar com as máquinas a vapor lhe valeu a nomeação para o cargo de mecânico-chefe (1812), onde lhe surgiu a ideia de de criar uma locomotiva a vapor que se deslocasse sobre trilhos, inspirado num modelo construído por John Blenkinsop.
Assim criou a Blucher (1814), uma locomotiva capaz de rebocar oito vagões, com trinta toneladas de carvão, a 6,5km/h. Durante os anos seguintes, Stephenson construiu por encomenda várias máquinas aperfeiçoadas. Numa viagem entre Stockton e Darlington, a uma velocidade de 24km/h, uma de suas locomotivas tornou-se o primeiro trem de passageiros da história (1825). A seguir dirigiu a construção de uma estrada de ferro de 64km entre Liverpool e Manchester (1826-1829), para a qual definiu os princípios básicos de traçado das linhas férreas, o sistema de sinais, a infra-estrutura de manutenção etc.
A inauguração da linha foi com a sua mais famosa locomotiva a vapor, a Rocket, capaz de desenvolver uma velocidade próxima a 60km/h.
Reconhecido, então, como pioneiro e maior especialista do novo e revolucionário meio de transporte, o inventor participou da construção das principais linhas britânicas e de muitos outros países (anos 1830-1840), quando a construção de estradas de ferro disseminou-se na Europa e Estados Unidos.
No comboio a vapor do Douro
George Stephenson
Engenheiro civil
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De origem humilde, filho de um mineiro que operava a bomba de vapor numa mina de carvão em Newcastle, começou a trabalhar ainda criança, estudava no turno noturno.
Praticamente autodidata e depois de passar por diversos empregos, seguiu para trabalhar como artífice nas minas de Killingworth, onde a habilidade para lidar com as máquinas a vapor lhe valeu a nomeação para o cargo de mecânico-chefe (1812), onde lhe surgiu a ideia de de criar uma locomotiva a vapor que se deslocasse sobre trilhos, inspirado num modelo construído por John Blenkinsop.
Assim criou a Blucher (1814), uma locomotiva capaz de rebocar oito vagões, com trinta toneladas de carvão, a 6,5km/h. Durante os anos seguintes, Stephenson construiu por encomenda várias máquinas aperfeiçoadas. Numa viagem entre Stockton e Darlington, a uma velocidade de 24km/h, uma de suas locomotivas tornou-se o primeiro trem de passageiros da história (1825). A seguir dirigiu a construção de uma estrada de ferro de 64km entre Liverpool e Manchester (1826-1829), para a qual definiu os princípios básicos de traçado das linhas férreas, o sistema de sinais, a infra-estrutura de manutenção etc.
A inauguração da linha foi com a sua mais famosa locomotiva a vapor, a Rocket, capaz de desenvolver uma velocidade próxima a 60km/h.
Reconhecido, então, como pioneiro e maior especialista do novo e revolucionário meio de transporte, o inventor participou da construção das principais linhas britânicas e de muitos outros países (anos 1830-1840), quando a construção de estradas de ferro disseminou-se na Europa e Estados Unidos.
No comboio a vapor do Douro
BIOGRAFIA: ROBERT FULTON
Robert Fulton
Little Britain, Pensilvânia, 1765 - Nova Iorque, 1815
Engenheiro norte-americano.
De origem irlandesa, este engenheiro dedica os seus esforços à aplicação do vapor à navegação.
Constrói o seu primeiro navio movido por esta energia em 1803.
Quatro anos mais tarde constrói o Clermont, que serve pela primeira vez a linha regular entre Nova Iorque e Albany, ao longo do rio Hudson.
É, além disso, um dos precursores da navegação submarina.
Em 1799 constrói um submarino, o Nautilus, e em 1815 a Secretaria da Marinha encomenda-lhe a construção de um navio de guerra movido a vapor.
É também inventor do torpedo. Os seus contributos para o desenvolvimento da navegação e da engenharia granjeiam-lhe malquerenças que amarguram os seus últimos anos. Barco a vapor é uma embarcação propelida por um motor a vapor que aciona rodas de água (um conjunto de pás) montadas inicialmente à meia-náu, na lateral(Bombordo e Boreste) e depois na popa.
São tipicamente caracterizados por possuirem grandes chaminés.
A invenção do motor a vapor por James Watt propiciou o sonho de mover grandes embarcações sem depender dos ventos, sonho esse, realizado por Robert Fulton com o Clermont em 1807.
Embora a roda de pás tivesse evoluido para a hélice e o motor a vapor para as turbinas a vapor dando origem aos modernos navios, alguns modelos fluviais continuaram utilizando esse tipo de propulsão por muito tempo, como os típicos steamboats do Rio Mississipi ou como são conhecidos no Brasil, os gaiolas do Rio São Francisco e Rio Amazonas.
Engenheiro norte-americano.
De origem irlandesa, este engenheiro dedica os seus esforços à aplicação do vapor à navegação.
Constrói o seu primeiro navio movido por esta energia em 1803.
Quatro anos mais tarde constrói o Clermont, que serve pela primeira vez a linha regular entre Nova Iorque e Albany, ao longo do rio Hudson.
É, além disso, um dos precursores da navegação submarina.
Em 1799 constrói um submarino, o Nautilus, e em 1815 a Secretaria da Marinha encomenda-lhe a construção de um navio de guerra movido a vapor.
É também inventor do torpedo. Os seus contributos para o desenvolvimento da navegação e da engenharia granjeiam-lhe malquerenças que amarguram os seus últimos anos. Barco a vapor é uma embarcação propelida por um motor a vapor que aciona rodas de água (um conjunto de pás) montadas inicialmente à meia-náu, na lateral(Bombordo e Boreste) e depois na popa.
São tipicamente caracterizados por possuirem grandes chaminés.
A invenção do motor a vapor por James Watt propiciou o sonho de mover grandes embarcações sem depender dos ventos, sonho esse, realizado por Robert Fulton com o Clermont em 1807.
Embora a roda de pás tivesse evoluido para a hélice e o motor a vapor para as turbinas a vapor dando origem aos modernos navios, alguns modelos fluviais continuaram utilizando esse tipo de propulsão por muito tempo, como os típicos steamboats do Rio Mississipi ou como são conhecidos no Brasil, os gaiolas do Rio São Francisco e Rio Amazonas.
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