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quarta-feira, 21 de maio de 2014

TELEFONE



O telefone é um dispositivo de telecomunicações desenhado para transmitir sons por meio de sinais eléctricos.
Ele foi inventado cerca de 1860 por Antonio Meucci que o chamou de teletrophone, como reconheceu o Congresso dos Estados Unidos na resolução 269, de 15 de junho de 2002.
 Antes desta resolução, sua invenção era geralmente atribuída a Alexander Graham Bell.
A primeira demonstração pública registrada da invenção de Meucci teve lugar em 1860, e teve sua descrição publicada num jornal de língua italiana de Nova Iorque.

«A arquitetura do ferro»Projeto História nove – 8.º ano

BICICLETA ANTIGA

triovelocipedista_ca1895
Henley em Tamisa, bicicletas antigas 1 Cartao Postal
A1130_2_mediumBaylac / Lucien / 1851-1911 / 0440. La Plus importante et la pluMoore / George / 1805-1875 / 0440. Clément [cycles], Paris ...,
A British Council recentemente publicou esta jóia filmada na fábrica da Raleigh, Nottingham, logo após a guerra. Um documentário de 1945 que é algo publicitário, mas que não deixa de ser fantástico, com imagens das várias fazes da linha de montagem das bicicletas.

A VOZ DO DONO (GRAMOFONE OU GRAFONOLA)

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sábado, 3 de maio de 2014

1.º de MAIO - DIA do TRABALHADOR

Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.
1.º de Maio - Dia do Trabalhador
 As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes.
A história deste dia começa no séc. XIX. Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde! Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.
Desenho das exigências dos trabalhadores de Chicago Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
 A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos.
 Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
 Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições. Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca! Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
 Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.
 Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".
 Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias! Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
 Sabias que só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia?

terça-feira, 22 de abril de 2014

CIDADE INDUSTRIAL: POLUIÇÃO

      

Pittsburgh, USA, século XIX. A ilustração retrata a grande poluição causada pelo uso do carvão nas indústrias que se multiplicavam.

Coalbrookdale,
 cidade britânica considerada
um dos berços da Revolução Industrial

                                     


Indústrias inglesas do século XVIII.

Máquina a vapor
Ficheiro:Maquinavapor.gif

Ficheiro:Middleton Colliery 1814.jpg
Representação de um mineiro em Middleton,
 um subúrbio da cidade de 
Leeds, em 1814.
As fábricas químicas da BASF em LudwigshafenAlemanha (1881)



                                                                                    
Samuel Luke Fildes (1874)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MOVIMENTO OPERÁRIO

Movimento operário no século XIX
Movimento operário no século XIX: à esquerda, o anarquista Bakunin; e à direita, o comunista Marx
CRONOLOGIA: 
 1780: Início do processo de industrialização na Grã-Bretanha.
1789: Inicia-se a Revolução Francesa
Entre 1789 e 1848: Europa e América inundadas por especialistas, máquinas a vapor e maquinarias para algodão e investimentos britânicos,
Década de 1830: As artes e literatura passam a abordar a questão da Revolução Industrial e a ascensão da sociedade capitalista.
A partir da década de 1840: A classe operária, com acesso às obras socialistas como, por exemplo, O manifesto comunista, passa a se rebelar mais intensamente.
1848: Revoluções de cunho socialista mudam o conceito de revolução de liberalismo para socialismo.

TRECHOS E DOCUMENTOS DE ÉPOCA:
 A canção dos tecelões de Lyon (França), citada por Eric Hobsbawn em sua obra A Era das Revoluções: “Pour gouverner il faut avoir Manteaux ou ruban em sautoir (bis) Nous em tissons pour vous, grands de la terre, Et nous, pauvres canuts, sans drap on nous enterre. C’est nous les canuts Nous sommes tout nus. (bis) Mais notre règne arrivera Quand votre règne finira. Alors nous tisserons lê linceul du vieux monde Car on entend dèjá la revolte qui gronde. C’est nous les canuts Nous n’irons plus nus.”
 “Para governar é preciso ter Mantos ou condecorações em brasões Nós os tecemos para vós, grandes da terra, E nós, pobres operários, sem roupa, somos enterrados. Somos nós os canuts ( operários) Nós estamos nus. Porém, quando chegar nosso reino Quando vosso reino terminar Então nós teceremos a mortalha do velho mundo Porque já se percebe a revolta que troa Somos nós os canuts ( operários) Não estaremos mais nus.”
 Reflexão de A. de Toqueville, extraída da obra A Era das Revoluções de Eric J. Hobsbawn:
 “Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra o ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.”
 – A. de Toqueville a respeito de Manchester.

(TOQUEVILLE, A. de, Journeys to England and Ireland, ed. Mayer, 1958, p. 107-8.)

 Entrevista realizada com o pai de duas meninas menores de idade à época:
 “1. Pergunta: A que horas vão as menores à fábrica?
Resposta: Durante seis semanas foram às três horas da manhã e voltaram às dez horas da noite.
2. Pergunta: Quais os intervalos concedidos durante as dezenove horas, para descansar ou comer? Resposta: Quinze minutos para o desjejum, meia hora para o almoço e quinze minutos para beber.
3. Pergunta: Tinha muita dificuldade para despertar suas filhas?
Resposta: Sim. A princípio, tínhamos que sacudi-las para despertá-las e se levantarem, bem como vestirem-se antes ir ao trabalho.
4. Pergunta: Quanto tempo dormiam?
Resposta: Nunca se deitavam antes das onze horas, depois de lhes dar algo que comer, e então, minha mulher passava toda a noite em vigília ante o temor de não despertá-las na hora certa.
5. Pergunta: A que horas eram despertadas?
Resposta: Geralmente, minha mulher e eu nos levantávamos às duas horas da manhã para vesti-las.
6. Pergunta: Então, somente tinham quatro horas de repouso?
Resposta: Escassamente quatro.
7. Pergunta: Quanto tempo durou essa situação?
Resposta: Umas seis semanas.
8. Pergunta: Trabalhavam desde as seis horas da manhã até às oito e meia da noite?
Resposta: Sim, é isso.
9. Pergunta: As menores estavam cansadas com esse regime?
Reposta: Sim, muito. Mais de uma vez ficaram adormecidas com a boca aberta. Era preciso sacudi-las para que comessem.
10. Pergunta: Suas filhas sofreram acidentes?
Resposta: Sim, a maior, a primeira vez que foi trabalhar, prendeu o dedo em uma engrenagem e esteve cinco semanas no hospital de Leeds.
11. Pergunta: Recebeu o salário durante esse tempo?
Resposta: Não, desde o momento do acidente, cessou o salário.
12. Pergunta: Suas filhas foram remuneradas?
Resposta: Sim, ambas.
13. Pergunta: Qual era o salário em semana normal?
Resposta: Três shillings por semana, cada uma.
14. Pergunta: E quando faziam horas suplementares?
 Resposta: Três shillings e sete pences e meio.”.

(NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho, Saraiva, São Paulo,1992, pág. 11-12.) 

SUGESTÕES DE FILMES:
 Germinal – retrata a situação dos trabalhadores das minas de carvão na França.
Tempos Modernos – situando-se num período um pouco mais à frente, Charlie Chaplin retrata a produção em série do trabalho nas fábricas.

BIBLIOGRAFIA: 
 RODRIGUES, Antonio Edmilson Martins, “As Revoluções Burguesas”, IN: O século XX – O tempo das incertezas – Da formação do capitalismo à Primeira Grande Guerra, FILHO, Daniel Aarão Reis, FERREIRA, Jorge, ZENHA, Celeste (org.), Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2000.
DOWBOR, Ladislau, “Acumulação do capital”, IN: O que é CAPITAL, Abril Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1985, Coleção Primeiros Passos. ANTUNES, Ricardo L. C., “O advento do capitalismo e o papel dos sindicatos” e “O nascimento do sindicalismo e das lutas operárias: os trade-unions”, IN: O que é SINDICALISMO, Abril Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1985, Coleção Primeiros Passos. HOBSBAWN, Eric J., “A Revolução Industrial”, “A carreira aberta ao talento” e “Os trabalhadores pobres”, IN: A Era das Revoluções: 1789 – 1848.”, Paz e Terra, São Paulo, 2005.
CODO, Wanderley. “O que é alienação”, IN: O que é ALIENAÇÃO, Nova Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1986, Coleção Primeiros Passos. DICIONÁRIO DO PENSAMENTO MARXISTA, BOTTOMORE, Tom (editor), Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1983
THOMPSON, E. P. “Plantando a árvore da liberdade”, IN: A formação da classe operária inglesa – A árvore da liberdade, Paz e Terra, São Paulo, 2004, Volume 1. GIDDENS, Anthony, “As obras da Juventude Marx”, IN: Capitalismo e Moderna Teoria, Presença, Lisboa, 1994. NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho, Saraiva, São Paulo,1992. [1] F. Engels, Conditions of the working class in England, capítulo XII.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Trabalho feminino e infantil no século XIX


“Tinha 7 anos quando comecei a trabalhar na fábrica: o trabalho era a fiação da lã; as horas de trabalho decorriam entre as 5 da manhã e as 8 da noite, com um intervalo de 30 minutos ao meio-dia para repousar e comer (...). Nesta fábrica havia cerca de 50 crianças mais ou menos da minha idade (...). Havia sempre uma meia dúzia de crianças doentes devido ao excesso de trabalho (...) Era à força do chicote que as crianças se mantinham no trabalho. Esta era a principal ocupação de um contramestre – fustigar as crianças as crianças para as fazer trabalhar excessivamente. Nas minas da divisão Oeste de Yorkshire parece que se empregam quase só mulheres para manobrar as portas de ventilação (...). Estas raparigas têm todas idades desde os 7 aos 21 anos.”

Conde de Shaftesbury, Discurso in Mémoires de l’Europe

 “Betty Harris, 37 anos (...) não sei ler nem escrever. Trabalho para Andrew Knowles, da Litle Bolton (Lancashire). Puxo vagonetas de carvão e trabalho das 6 horas da manhã às 6 horas da tarde. Puxei vagonetas quando estava grávida. Conheço uma mulher que entrou em casa depois do trabalho, lavou-se, deitou-se, pariu e voltou ao trabalho menos de uma semana depois. Uso uma correia em torno da cintura, uma cadeia que me passa entre as pernas e avanço com as mãos e com os pés. O caminho é muito íngreme e somos amarrados a uma corda. (...) No sítio em que trabalho, a fossa é muito húmida e a água cobre-me sempre os sapatos; um dia estive com água até às coxas (...)”.

Relatório parlamentar inglês de 1842

 '-Sou encarregada de abrir e fechar as portas de ventilação na mina de Gauber, tenho de fazer isso sem luz e estou assustada. Entro às quatro, e às vezes às três e meia da manhã, e saio às cinco e meia. Nunca durmo. Às vezes canto quando tenho luz, mas não no escuro: não ouso cantar'. Esta é a descrição feita por uma menina de oito anos, Sarah Gooder, de um dia nas minas, em meados do século XIX. As revelações de Sarah e de outras crianças levaram finalmente a uma legislação proibindo o emprego de crianças nas minas - quer dizer, crianças abaixo de dez anos de idade!

(POSTMAN, 1999, p.67).

 "A criança de sete a dez anos, já conduz os bois, guarda o gado, apanha a lenha, acarreta, sacha, colabora na cultura. Tem a altura de uma enxada e a utilidade de um homem. Sai de madrugada, recolhe às trindades, com o seu dia rudemente trabalhado. Mandá-lo à escola, de manhã e de tarde, umas poucas de horas, é diminuir a força produtora do casal. Um aluno de mais na escola é assim um braço de menos na lavoura. Ora uma família de lavradores não pode luxuosamente diminuir as suas forças vivas. Não é por o filho saber soletrar a cartilha que a terra lhe dará mais pão. Portanto tiram a criança à escola para a empregar na terra.”

Uma Campanha Alegre
(Volume II, Capítulo XXII: Melancólicas reflexões sobre a instrução pública em Portugal) por Eça de Queirós

sábado, 7 de dezembro de 2013

MODA BURGUESA

O Vestuário Burguês e Aristocrático - Século XIX
O vestuário do século XIX foi influenciado pela revolução industrial e pelo triunfo da burguesia. Surgiram novos tipos de tecidos e novas possibilidades de os colorir, desenhar, armar, segurar e coser. A moda alargou-se da nobreza à burguesia e, em certos casos, até ao povo, passando a ser definida por grandes costureiros e modistas. 
A França manteve a tradição da pátria da moda, embora a Inglaterra também desempenhasse um papel de relevo, sobretudo no vestuário masculino. 
A moda passou por quatro grandes estilos: (...) «Império» desde os começos do século até aproximadamente 1815; «Romântico», de 1815 até cerca de 1850; «2º Império», de 1850 até 1870; e estilo «Belle Époque», de 1870 até à Primeira Guerra Mundial.

 No que respeita ao traje feminino, usaram-se sempre saias compridas, até ao chão, deixando-se por vezes ver o pé. A cintura usou-se alta, pouco abaixo dos seios, durante o estilo «Império», descendo depois para o seu lugar natural. Quanto à saia, foram-se alargando os seus volumes e roda, chegando a usar-se, por baixo do vestido, uma armação de lâminas de aço e barbatanas _ a chamada crinolina _ ou ainda quatro saias interiores de tecidos duros para permitir um máximo de volume. Esta moda atingiu o auge entre 1845 e 1866. Depois, abandonou-se a crinolina mas passou a usar-se por baixo do vestido, sobre os rins, uma espécie de almofada _ a tournure _ que levantava a saia atrás. A partir da década de 1890 a saia simplificou-se, mas surgiram grandes mangas de balão.

 Desde 1815 os cabelos usaram-se sempre compridos, mas na forma de canudos, de tranças apanhadas, de bandós, de carrapitos no alto da cabeça, etc. 
Por cima punha-se um chapéu, de que houve variados modelos. 
Os da «Belle Époque» começaram por ser minúsculos, aumentando depois de tamanho e adornando-se com toda a espécie de enfeites. O estilo «Romântico» foi ainda caracterizado por os seus famosos xailes de caxemira, que as senhoras da alta sociedade traziam por cima do vestido, em posições várias. 
A moda feminina estava em constante mudança, sendo publicados em todos os países jornais de modas que ensinavam as damas elegantes a vestir-se segundo os últimos modelos de Paris. 
 O traje masculino mostrou-se menos dado a modas e a variações. 
A generalização do trabalho a todas as classes e o conceito de homem másculo, pouco interessado em «trapos», impuseram-se pouco a pouco.
Mas também o seu vestuário sofreu algumas evoluções. 
Três das peças principais do traje masculino foram a casaca, o colete e as calças.
 Mas a casaca saiu gradualmente do uso quotidiano para se transformar em traje de cerimónia. 
Em sua substituição surgiram a sobrecasaca, que descia abaixo dos joelhos e o casaco, à maneira de hoje, aparecido no começo da «Belle Époque» . 
As calças, que muitos ainda usavam de tipo calção durante o estilo «Império», eram compridas, surgindo o respectivo vinco só no final do século. 
 Durante muito tempo preferiram-se tecidos diferentes para a casaca (ou seus substitutos), o colete e as calças. por baixo vestia-se uma camisa e punha-se sempre uma gravata, cuja forma variou muito. 
A casaca de cerimónia, preta a partir do estilo «"º Império», sofreu depois a concorrência do smoking, usado aliás em momentos diferentes. 
Na cabeça usava-se sempre chapéu, sendo o chapéu alto o preferido. 
Na «Belle Époque» generalizaram-se o chapéu de coco e, mais tarde, o chapéu mole e o palhinha (chapéu de palha) no tempo quente. 
Foram grandes a profusão e a variação de uniformes, não só dentro das Forças Armadas mas também para distinguir numerosas profissões. 
Surgiu igualmente o vestuário desportivo. As crianças e os adolescentes passaram a ter as suas próprias roupas. 
O cabelo masculino usou-se em geral cortado mas com penteados vários. nos meados e finais do século apareceram bigodes, barbas e suíças em quantidade mas obedecendo sempre aos ditames da moda.


A. H. de Oliveira Marques

3 The Ball James Jacques Joseph Tissot (1836-1902)O leque é o acessório predominante da mulher na vida noturna. Até a o final da década de 30 foi muito utilizado, assim como a luva, possuia uma linguagem própria, um complicado sistema de posições e gesticulações que possibilitavam as damas se comunicar e flertar. 
O leque evoluiu através dos tempos, há uma diversidade infinda de materiais usados na confecções durante o século XIX. 
Para as estruturas a madeira foi a primeira a ser empregada na manufaturas de leques e abanos, mas foram o marfim e o osso, os mais antigos a serem usados, na confecção de estruturas de melhor qualidade voltado à elite. 
 Eis uma frase de Madame de Stäel, uma dama da sociedade francesa, a respeito do leque: “Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma pebleia. 
Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada.”

Há alguns burgueses mais ricos, o rei concedia-lhes títulos de nobreza: títulos de visconde, conde, barão. 
Os homens usavam chapéus altos, lenços ao pescoço, coletes, calções e botas, e faziam uso da bengala.
 A bengala se transformou em um símbolo de status para os homens, simbolizando o poder. Substituiu a espada como um acessório de vestimenta no século XIX.
William Ewart Gladstone (1809-1898) viajando a Londres. Gladstone foi um político liberal britânico, primeiro como deputado no Parlamento e depois ocupando vários cargos no governo; líder do Partido Liberal (1866/1875 e 1880/1894), e Primeiro-ministro do Reino Unido por quatro vezes. 
Percebe o chapéu que o mesmo usa? E as mãos em cima da bengala! O chapéu é alto, estilo The d’orsay conhecido popularmente como cartola. Já a bengala é chamada de bengala-de-marfim.

Moda séc. XIX Os homens começaram um estilo que era o do traje de campo inglês. 
Este traje é do ano de 1818. 
Usavam chapéus altos, lenços ao pescoço, jaquetas com lapelas, coletes, calções e botas, eliminando as casacas bordadas e as rendas. 
 Moda no séc. XIX Em meados do séc. XIX, no ano de 1860, as mulheres usavam rodas exageradas. 
O traje feminino aumentou de volume graças a inúmeros saiotes, que pesavam muito e as mulheres tinham dificuldade em andar.
 Elas tinham a cintura muito fina porque o traje feminino exigia o uso de espartilho Moda no Séc. XIX 
O traje feminino aumentou de volume graças a inúmeros saiotes que pelo seu peso dificultavam o movimento.
 Data dessa época a invenção da nova crinolina que já era uma armação à base de anéis metálicos flexíveis que substituía com vantagem os saiotes.
 Este vestido é de 1874. 
É muito grande e muito valioso. É um vestido azul e muito bonito.
 É muito trabalhado, com vários tecidos e rendas.
O Chapéu, por exemplo, muda várias vezes seu formato, horas grandes, outras pequenas, sendo expoente máximo do glamour. 
Hoje ainda é muito usado pela monarquia britânica. 
Nas casas, no comércio e em repartições públicas até meados do século XX, havia o porta-chapéus um móvel presente e indispensável, uma vez que as regras de etiqueta não permitiam o uso do adereço em lugares cobertos. 
Há ínumeros tipos de Chapéus, masculinos e femininos, feitos de diversos materiais e formatos. 
Vale ressaltar que a palavra chapéu deriva do francês antigo chapel, atual chapéu. 
Tem a função principal de proteger ou enfeitar a cabeça, servindo antigamente para indicar hierarquia, função, condição social.
Outro acessório bastante presente nesta época eram as Luvas. 
Usadas tanto por homens como mulheres. Durante o século XIX, eram parte do traje e usadas durante o dia e à noite, em principal as rendadas. 
Mas não eram apenas sinônimas de fineza, as luvas possuíam linguagem, como por exemplo, para dizer sim se deixa cair uma luva e para dizer não se enrola ambas na mão direita. 
No século XX, com exceção de luvas longas para a noite, transformaram-se em peças utilitárias, aparecendo também o modelo Mitene (sem dedos), sendo logo após esquecidas.
Entre 1870 e 1890 as mulheres mudaram a sua maneira de vestir desta vez com a finalidade de procurarem a sua identidade, as saias tinam agora um grande volume na parte traseira, como roupa interior o espartilho era fundamental e as rendas também usavam chapéus e sapatos de salto alto já para não falar dos tecidos que tinham de ser vistosos e o leque era um acessório fundamental, a grande característica desta época foi mesmo o contraste entra a moda feminina e a moda masculina pois os homens procuravam roupa pratica para o dia a dia e as mulheres exibiam o poder económico dos maridos ao se “cobrirem de laços, babados, rendas, ancas, caudas, chapéus, sombrinhas e toda uma gama de complementos ornamentais que lhes dificultavam a vida prática” 
“O contraste visual era dos mais evidentes, seja em volume, cor, tecido e, principalmente, em ornamentos, já que a mulher abusava dessas possibilidades e o homem procurava omitir os enfeites, à exceção da gravata, da cartola, da barba e, normalmente, da corrente do relógio de bolso, que lhe ficava aparente sobre o colete.

 (RACINET, 1994) ”